- Article tag: 💍 Essenciais de Joalharia
Drawer menu
O dia 8 de março não é apenas uma data no calendário. É acima de tudo um momento que nos convoca à reflexão sobre a luta, resiliência e conquistas das mulheres. Na M'Choices, acreditamos que as nossas peças são mais do que um acessório, são uma forma de expressão, uma afirmação de confiança e um símbolo da nossa identidade.
Neste artigo, celebramos o Dia Internacional da Mulher homenageando figuras que se destacaram em defesa dos direitos das mulheres, pela sua emancipação e igualdade, que quebraram barreiras, que continuam a lutar por um mundo mais justo e igualitário.
Muitas vezes celebrado com flores e mimos, o Dia Internacional da Mulher tem raízes profundas na luta operária e na exigência de dignidade. A data não nasceu de um momento isolado, mas de uma sucessão de protestos no início do século XX, com especial destaque para a grande marcha das trabalhadoras têxteis em Nova Iorque, em 1908, que saíram à rua sob o lema "Pão e Rosas". O pão simbolizando a estabilidade económica e as rosas a qualidade de vida. Oficializada pelas Nações Unidas em 1975, esta data recorda-nos que cada direito conquistado hoje - desde o direito ao voto até à liberdade de empreender e gerir a nossa própria imagem - foi fruto da coragem de mulheres que decidiram que o silêncio já não era uma opção.
Muitas vezes associado diretamente ao dia 8 de março, o trágico incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque, ocorreu na verdade a 25 de março de 1911. Este evento foi um dos capítulos mais negros, mas também mais decisivos da luta feminina: 146 trabalhadores - a grande maioria jovens mulheres imigrantes - perderam a vida porque as portas da fábrica estavam trancadas para impedir pausas e roubos. A revolta que se seguiu a esta tragédia não só impulsionou as leis de segurança no trabalho, como uniu as mulheres na exigência de direitos humanos básicos. Hoje, recordamos este momento para honrar a memória de quem sacrificou tudo por um futuro onde o trabalho feminino fosse respeitado e protegido.
Na M'Choices, cada peça que criamos celebra a liberdade e a segurança pelas quais estas mulheres tanto lutaram. Usar um acessório é um ato de autoexpressão que só é possível hoje graças à coragem de ontem.

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, evocamos figuras icónicas que representam ou representaram a coragem e o talento feminino em Portugal e no mundo:
Catarina Furtado: Apresentadora e Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA, o seu papel é vital na defesa dos direitos sexuais e reprodutivos e na luta contra a pobreza e desigualdade de género a nível global.
Capicua: Rapper e letrista que utiliza a música como ferramenta de intervenção política e social, sendo uma voz ativa no feminismo moderno e na consciencialização ecológica em Portugal.
Inês Marinho: Fundadora da associação "Não Partilhes", exerce um papel fundamental na luta contra a violência sexual e a partilha não consentida de conteúdos íntimos. O seu trabalho foca-se no apoio às vítimas e na consciencialização sobre a segurança e dignidade digital.
Maria Gil: Atriz e ativista cigana, desempenha um papel crucial na luta contra a interseção do racismo e do sexismo em Portugal. Através da sua arte e voz, foca-se na defesa dos direitos das mulheres ciganas, combatendo estereótipos e reivindicando o seu lugar na sociedade.
Carolina Salgueiro Pereira: Fundadora do movimento #HeForShe em Portugal e uma voz ativa na defesa dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQI+. O seu papel é mobilizar toda a sociedade para a igualdade de género, removendo barreiras sociais e políticas.
Tânia Graça: Psicóloga e sexóloga com uma forte presença pública, o seu papel é democratizar a educação sexual e os direitos reprodutivos. Com clareza e empatia, ajuda a desconstruir tabus e a promover o empoderamento feminino através do prazer e do conhecimento do corpo
Francisca Magalhães Barros: Escritora e ativista, tem desempenhado um papel corajoso na denúncia de falhas no sistema judicial português e na defesa das vítimas de violência doméstica e abuso. Através da sua escrita e intervenção direta, dá voz ao trauma e exige mudanças estruturais na forma como a sociedade e a justiça protegem as mulheres, transformando a sua experiência pessoal numa luta coletiva por dignidade.
Odete Santos: Advogada, teve enquanto deputada comunista um papel ímpar na produção de legislação que se mantém como património das conquistas das trabalhadoras, das mulheres em geral, na sua luta emancipadora e pela dignificação humana.
Natália Correia: Escritora, poetisa e deputada irreverente, desempenhou um papel central na luta contra a censura e na defesa da liberdade sexual e dos direitos das mulheres no Parlamento.
Maria Lamas: Escritora e jornalista que dedicou a vida a estudar e denunciar a dura condição das mulheres portuguesas, sendo uma figura destacada na resistência antifascista.
Paula Rego: Pintora que revolucionou a arte contemporânea ao colocar no centro das suas telas a experiência feminina, abordando temas como o aborto e a violência com uma coragem sem precedentes.
Maria Teresa Horta: Escritora e jornalista, foi uma das vozes mais perseguidas pela ditadura por defender a liberdade do corpo e do desejo feminino na sua poesia e prosa.
Maria Isabel Barreno: Escritora e investigadora, coautora das "Novas Cartas Portuguesas", o seu papel foi fundamental na denúncia internacional da opressão das mulheres em Portugal.
Maria Velho da Costa: Romancista e ensaísta, o seu talento literário foi uma arma de liberdade, ajudando a reconstruir a identidade cultural e feminina no pós-25 de Abril.
Regina Quintanilha: Marcou a história como a primeira advogada portuguesa, abrindo caminho para que as mulheres pudessem exercer profissões jurídicas e defender a justiça nos tribunais.
Adelaide Cabete: Médica e pioneira do feminismo, o seu papel foi essencial na promoção da saúde materno-infantil e na fundação das primeiras organizações de defesa dos direitos das mulheres.
Ana de Castro Osório: Escritora e teórica do feminismo, é considerada a principal impulsionadora do movimento sufragista em Portugal, focando-se na educação como via para a emancipação.
Carolina Beatriz Ângelo: Médica e a primeira mulher a votar em Portugal (em 1911), o seu ato de audácia jurídica tornou-se o símbolo máximo da luta pelo sufrágio feminino.
Maria de Lourdes Pintasilgo: Engenheira e a única mulher a ser Primeira-Ministra em Portugal, o seu legado foca-se na ética política, na justiça social e na presença feminina em cargos de alta decisão.
Frida Kahlo: Pintora mexicana que transformou a dor em arte vibrante e simbólica. O seu papel foi o de afirmar a identidade feminina e a cultura indígena, usando a sua própria imagem e as suas jóias exuberantes como uma forma de resistência política e afirmação de amor-próprio.
Virginia Woolf: Uma das escritoras mais importantes do modernismo, cujo papel foi revolucionar a narrativa literária e defender a independência feminina. No seu ensaio "Um Quarto Próprio", defendeu que, para criar, uma mulher precisa de autonomia financeira e espaço pessoal - uma lição de emancipação que ressoa até hoje.
Marie Curie: Cientista pioneira na radioatividade, o seu papel foi provar que a excelência académica não tem género, tornando-se a primeira pessoa a vencer dois Prémios Nobel em áreas diferentes.
Emmeline Pankhurst: Líder do movimento sufragista britânico, o seu papel foi mobilizar milhares de mulheres para a ação direta, garantindo que o direito ao voto se tornasse uma realidade global.
Simone de Beauvoir: Filósofa e escritora, lançou as bases do feminismo moderno com "O Segundo Sexo", desafiando as mulheres a definirem-se fora das expectativas impostas pelos homens.
Rosa Parks: Ativista dos direitos civis, o seu papel de resistência pacífica contra a segregação racial nos EUA iniciou uma mudança histórica na luta pela igualdade e dignidade humana.
Simone Veil: Sobrevivente do Holocausto e política visionária, o seu papel foi decisivo na legalização do aborto em França e na promoção dos direitos humanos como Presidente do Parlamento Europeu.
"Mulheres do Meu País" (Maria Lamas): Uma obra monumental que retrata a vida real das mulheres portuguesas de norte a sul nos anos 40.
"O Segundo Sexo" (Simone de Beauvoir): A "bíblia" do feminismo moderno. Fundamental para entender a construção do papel da mulher.
"As Mulheres e a República" (Ana de Castro Osório): Para quem quer entender as origens do feminismo em Portugal.
"Cadernos de Ecologia e Feminismo" (Capicua): Uma excelente forma de conhecer o pensamento contemporâneo da artista sobre estes temas.
"As Cartas da Minha Mãe" (Documentário sobre Maria Lamas): Um retrato sensível sobre a vida desta ativista.
"Paula Rego, Histórias e Segredos" (Documentário): Realizado pelo filho da artista, Nick Willing, oferece um olhar íntimo sobre como ela transformou traumas em arte.
"Mulheres do meu País" (Documentário de Raquel Freire, 2019): Inspirado na obra homónima de Maria Lamas, este documentário dá voz a mulheres portuguesas contemporâneas de diversas origens, mostrando as suas lutas e emancipações no século XXI.
"Clandestina" (2024): Um documentário premiado sobre a vida de Margarida Tengarrinha, uma figura central na resistência antifascista em Portugal.
"As Sufragistas" (Filme): Retrata a luta de Emmeline Pankhurst e das mulheres britânicas pelo direito ao voto. Muito emocionante.
"As Horas": Um filme imperdível onde Nicole Kidman interpreta Virginia Woolf. Mostra como o seu livro Mrs. Dalloway interliga a vida de três mulheres em épocas diferentes, abordando a depressão e a busca por liberdade.
"Colette": A história real da escritora francesa que lutou para ser reconhecida como autora das suas próprias obras num mundo literário dominado por homens (e pelo seu marido).
"Radioactive": (Filme/Netflix): A história de Marie Curie, as suas descobertas científicas e o preço que pagou por ser uma mulher num mundo de homens.
"Frida": Protagonizado por Salma Hayek, este filme é visualmente deslumbrante e retrata a vida da pintora mexicana, desde o seu acidente trágico até à sua relação intensa com Diego Rivera e o seu ativismo artístico.
"Simone, a Viagem do Século" : Biografia sobre Simone Veil, desde a sua sobrevivência em Auschwitz até à sua luta política pelo direito ao aborto.
Adoraríamos saber: que mulher ou que história mais te inspira? Se tiveres uma sugestão de livro ou filme que tenha mudado a tua perspetiva, partilha connosco nos comentários em baixo.
Feliz Dia Internacional da Mulher! Que continuemos a lutar e a inspirar as gerações que virão.
PORTES GRÁTIS acima de 49€
Opção de Entrega em 24h
Atelier em Lisboa